HOSPITAL DIA:
UM PROJETO HUMANIZADO PARA A COMUNIDADE RIBEIRINHA EM SANTOS SP
Palavras-chave:
1. Hospital Dia. 2. Ribeirinhos. 3. Saúde humanizada. 4. Sistema público de saúde. 5. SUSResumo
Na Zona Noroeste de Santos SP, o Dique da Vila Gilda, maior comunidade em palafitas do país, possui cerca de 25 mil habitantes negligenciados pelo poder público. A falta de saneamento básico e infraestrutura de saúde forçam os moradores a se deslocarem para regiões afastadas em busca de atendimento médico, resultando em alto índice de mortalidade infantil. A maioria das famílias vive em condições precárias, sem trabalho formal, tornando a saúde uma prioridade secundária. Diante disso, o projeto de um Hospital Dia público não apenas oferecerá exames, consultas e cirurgias eletivas, mas também propõe uma arquitetura humanizada que acolhe a comunidade e o entorno. Utilizando materiais descartados na região, como chapas metálicas de containers, o edifício cria identificação com a população ribeirinha. O trabalho demonstra a necessidade de repensar o planejamento dos equipamentos públicos de saúde, valorizando a humanização do espaço e do tratamento.
Referências
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002. Dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2002.
BITTENCOURT, A. S. Flexibilidade e adaptabilidade em arquitetura hospitalar. 2014. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 44, de 10 de janeiro de 2001. Estabelece normas para o funcionamento de Hospitais-Dia no âmbito do SUS. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 2001.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2415, de 24 de março de 1998. Estabelece requisitos para credenciamento de Hospitais-Dia. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 1998.
CARRIÇO, J. M.; MAZIVIERO, M. C. Urbanização de favelas em áreas de manancial: o caso do Dique da Vila Gilda em Santos-SP. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 23, n. 51, p. 567-592, 2021.
CARVALHO, L. G. Arquitetura hospitalar: princípios e diretrizes. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.
FRANCO, M. Drywall na arquitetura hospitalar. São Paulo: Blucher, 2020.
GÓES, R. Manual de projetos hospitalares. São Paulo: Pini, 2011.
GRESSLER, S. C.; GÜNTHER, I. A. Ambientes restauradores: Definição, histórico, abordagens e pesquisas. Estudos de Psicologia, Campinas, v. 18, n. 1, p. 13-21, 2013.
HARTIG, T.; et al. Tracking restoration in natural and urban field settings. Journal of Environmental Psychology, London, v. 23, n. 2, p. 109-123, 2003.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2010: características da população e dos domicílios. Rio de Janeiro: IBGE, 2019.
KAPLAN, R.; KAPLAN, S. The experience of nature: a psychological perspective. Cambridge: Cambridge University Press, 1989.
MIQUELIN, L. C. Anatomia dos Edifícios Hospitalares. São Paulo: Pini, 1992.
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. Portaria SMS.G nº 756, de 2015. Diretrizes operacionais para a atenção especializada ambulatorial – Hospital Dia. Diário Oficial do Município de São Paulo: São Paulo, SP, 2015.
TEIXEIRA, C. F. Saúde em Santos: organização e desafios. Santos: Unisantos, 2011.
ULRICH, R. S. View through a window may influence recovery from surgery. Science, Washington, v. 224, n. 4647, p. 420-421, 1984.
ULRICH, R. S. et al. Stress recovery during exposure to natural and urban environments. Journal of Environmental Psychology, London, v. 11, n. 3, p. 201-230, 1991.